
Professora Regina Passos
Uma viagem reflexiva
Refletindo sobre a prática de ensinar os três eixos da Língua Portuguesa (Gramática, Literatura e Texto), sintetizo o tema com a assertiva de que a difícil tarefa é uma mescla que contempla os três e que os mesmos são intensificados em diferentes níveis dependendo do tema e contexto.
Nós, os protagonistas desta ação “professor/aluno”, nos embrenhamos como numa aventura em que haja necessidades diversas, como explorar uma mata virgem, por exemplo. Devemos apreciá-la, contemplá-la (mata/texto) e sorver-lhe a beleza, mas devemos também ultrapassar seus obstáculos (desvios/gramática), para que consigamos prosseguir nesta aventura. Por fim, devemos também compreender a sua (formação/literatura), para que não nos enganemos em nossas observações, cuidando para que não nos tornemos (exploradores/leitores) ingênuos.
Para cada etapa desta exploração temos, obviamente, preferências e estas estão imbuídas de origens múltiplas, como: o gosto, o domínio, a experiência e o psiqué de cada um. No meu caso, hoje, não sei até quando; quanto à gramática prefiro “concordância verbal-nominal e conjunções, quanto à Literatura prefiro o Romantismo/Realismo e os Sermões de Padre Antonio Vieira, e quanto ao Texto prefiro dissertações.
Partindo-se da premissa maior que é o professor contemplar a seus alunos em todos os momentos, acredito que este (meu caminho/ minha preferência) se dá nos seguintes itens: A- concordância e conjunções: dominando-as, temos um aluno seguro e dissecador de textos e idéias objetivas. B- Romantismo/Realismo/Vieira: Os dois períodos são tão repletos de idealismos emergentes do nosso Brasil que nos faz acreditar em algo melhor para todos nós e, por sua vez, Padre Antonio Vieira, é um exemplo puro de inteligência e sensatez, dentro da Literatura. C- Dissertação: É um modo de exercitarmos a cidadania e por conseqüência a justiça, nesta sociedade capitalista tão injusta.
Acredito, também, que a veia aorta de minha prática de ensinar deva ser transformar-se, constantemente, conforme os anos, por ser nossa língua algo vivo que necessite de mudanças expressivas nesta nova configuração tecnológica. Algo que no meu passado escolar/acadêmico ocorria muito pouco, devido ao contexto sócio-cultural.
Portanto, a base teórica gramatical ocorreu nos bancos escolares. A base Literária ocorreu no Ensino Superior/Cursos/Palestras/Leituras e quanto aos textos, a base ocorreu devido a leituras instigantes à época do meu Ensino Médio, onde a descoberta e a vontade de criticar/protestar/opinar era”hormonalmente” textual.
Hoje, tenho a consciência de que os erros de hoje serão aulas produtivas de amanhã e que a Receita Perfeita para se explorar a Mata Virgem, não existe, o que existe são algumas instruções que dependem dos protagonistas juntos encontrarem as soluções para uma exploração repleta de experiência, aventura e aprendizado.
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